Percebemos que as escolas, não tem
conseguido acompanhar as mudanças tecnológicas. Existe uma
distância muito grande entre o mundo real, e uma ineficiência na
formação escolar de indivíduos para o mercado de trabalho e para a
vida.
“Hoje, o jovem cresce num mundo
eletricamente estruturado. Não é um mundo de fragmentos, mas de
configuração e estruturas. O estudante, hoje, vive miticamente e em
profundidade. Na escola, no entanto, ele encontra uma situação
organizada segundo a informação classificada. Os assuntos não são
relacionados. Eles são visivelmente concebidos em termos de um
projeto ou planta arquitetônica. O estudante não encontra meio
possível de participar dele, nem consegue descobrir como a cena
educacional se liga ao mundo mítico dos dados e experiências
processados eletronicamente e que para ele constitui ponto pacífico.
Como diz um executivo da IBM: “Quando entraram para o primeiro ano
primário, minhas crianças já tinham vivido diversas existências,
em comparação aos seus avós”” (Mcluhan, p.1, 2007).
A exposição de conteúdos em sala de
aula usando apenas quadro e giz, ou livros tem se mostrado muito
ineficaz, e o professor se depara com limitações de recursos
metodológicos . Com isso, vimos a necessidade de desenvolver um
trabalho focado nas dificuldades dos professores em utilizar na sua
pratica diária as tecnologias.
O professor de hoje necessita ter em
mãos todas as ferramentas disponíveis para atrair e prender a
atenção dos alunos. (…) cabe ao professor promover a aprendizagem
do aluno para que este possa construir o conhecimento dentro de um
ambiente que o desafie e o motive para a exploração, a reflexão, a
depuração de idéias e a descoberta (Almeida, 2000).
Segundo Mc Connel (1999), o sistema
educacional pode não estar particularmente preocupado em promover a
cooperação no processo de aprendizagem, mas, de alguma forma, os
alunos trabalham juntos informalmente e compartilham sua
aprendizagem, dependendo de um contexto específico. Eles cooperam
porque percebem as vantagens de partilhar o que sabem e,
intuitivamente, adotam uma visão social do processo de aprendizagem.
Sabemos que, existem diversas
ferramentas como: blogs, salas de bate-papo, comunidades como o
Orkut, facebook, msn, listas de discussões, wikispaces,
compartilhadores de arquivos, sites de busca, entre outros. Mas
infelizmente muitos de nossos professores não sabem nem ao menos
ligar o computador, por isso a necessidade de encontrar estratégias
para a utilização das mídias dentro do contexto escolar.
REFERENCIAS
ALMEIDA,
M. E. Informática e
Formação de Professores.
Brasília-DF, Volume 1, 1ª Ed. MEC – ProInfo, 2000.
MCCONNELL,
D. Computer-supported
cooperative learning, 1998.
[Disponível em: <w.statvoks.no/team/computer.htm>]. Acesso em
set. 2010
MCLUHAN,
H. M. Os Meios de
Comunicação Como extensões do Homem.
São Paulo: 15ª ed. Cultrix, 2007.